"A Democracia e o fortalecimento do Estado de Direito são pilares fundamentais da integração regional".

Venezuela não assumirá presidência do Mercosul, decidem chanceleres da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.




Os chanceleres do Brasil, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai decidiram hoje (13) que a Venezuela não assumirá a presidência rotativa do Mercosul como estava previsto no cronograma do bloco. 

Em nota, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil explicou que os ministros dos quatro países fundadores do Mercosul decidiram mudar a regra do bloco porque a Venezuela descumpriu compromissos assumidos no Protocolo de Adesão ao Mercosul, assinado em Caracas em 2006. A decisão consta da Declaração Relativa ao Funcionamento do Mercosul e no Protocolo de Adesão da República Bolivariana da Venezuela, aprovados hoje. 

“O prazo para que a Venezuela cumprisse com essa obrigação encerrou-se em 12 de agosto de 2016 e entre os importantes acordos e normas que não foram incorporados ao ordenamento jurídico venezuelano estão o Acordo de Complementação Econômica nº 18, o Protocolo de Assunção sobre Compromisso com a Promoção e Proteção dos Direitos Humanos do Mercosul e o Acordo sobre Residência para Nacionais dos Estados Partes do Mercosul”, diz nota divulga pelo Itamaraty e assinada pelo ministro José Serra. 

Com a medida, nos próximos seis meses a presidência do bloco será exercida conjuntamente por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Os países poderão definir “cursos de ação e adotar as decisões necessárias em matéria econômico-comercial e em outros temas essenciais para o funcionamento do Mercosul”. Os quatro países também poderão decidir sobre negociações comerciais com outros países ou blocos de países. 

“A declaração foi adotada no espírito de preservação e fortalecimento do Mercosul, de modo a assegurar que não haja solução de continuidade no funcionamento dos órgãos e mecanismos de integração, cooperação e coordenação do bloco”, diz trecho da nota. 

Conforme o documento assinado hoje por Brasil, Argentina Uruguai e Paraguai, caso a Venezuela “persista no descumprindo de obrigações”, o país poderá ser suspenso do bloco a partir de 1º de dezembro de 2016. 

1 milhão de pessoas nas ruas de Caracas e a bandeira/abaixo-assinado do MERCOSUL.



Venezuelanos marcham em Caracas para exigir o referendo revogatório 
contra o presidente Nicolás Maduro, no dia 1º de setembro de 2016 - AFP

"La gran "Toma de Caracas" aglutinó más de 1millón de venezolanos, según medios de comunicación nacionales e internacionales, convirtiéndose en la manifestación popular más grande de la historia del país. 

Gente de todas las regiones se dirigió a la capital con el objetivo de exigir en primer término un cronograma electoral que garantice la realización del Referéndum Revocatorio Presidencial este año 2016, tal como lo señala la Constitución Bolivariana, pero también en rechazo al hambre, escasez de medicamentos, inflación, inseguridad, desempleo, alto costo de la vida, entre otros ámbitos destruidos en la Venezuela actual que no permiten ni un futuro de progreso para los jóvenes, ni un presente de bienestar para nadie. 


Carlos Javier, 1 Milhão nas ruas de Caracas e a 
bandeira/abaixo-assinado do MERCOSUL 

En tal escenario, el periodista, autor del libro "Testimonios de la represión", Carlos Javier Arencibia, llevó a las calles capitalistas la bandera del Mercosur que le fue enviada desde Brasil para realizar una cruzada que busca la solidaridad de los países miembros con el pueblo venezolano, pues el régimen de Nicolás Maduro viola de manera sistemática el Protocolo de Ushuaia, referente al respeto del Estado de Derecho en las repúblicas firmantes


Este símbolo ha sido firmado por víctimas de la represión madurista, y personalidades influyentes de la política local como Lilian Tintori, esposa de Leopoldo López, María Corina Machado, Freddy Guevara y otros 15 diputados a la Asamblea Nacional. 

Blanca Rosa Mármol, magistrada emérita do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, deixa mensagem na Bandeira/Abaixo-Assinado do MERCOSUL.


La magistrada emérita del Tribunal Supremo de Justicia (TSJ) de Venezuela, Blanca Rosa Mármol de León, envío un mensaje al Mercosur a través de la bandera que el periodista Carlos Javier Arencibia lleva en cruzada para recoger denuncias sobre violaciones de Derechos Humanos, lo que significa violación del Protocolo de Ushuaia. 

"Venezuela incumple los postulados que suscribió en Ushuaia y al momento de su incorporación, por lo cual pedimos la solidaridad de los pueblos hermanos de Brasil, Argentina, Uruguay, y Paraguay, para que ejerzan acciones solidarias con nuestro país. Les hablo desde una nación de represión, desde una nación de persecución", aseguro al momento de estampar la rubrica. 

Destacó el esfuerzo realizado por Arencibia en la denuncia de violaciones de DDHH, sobre todo a traves de su libro Testimonios de la Represión, por lo que sostiene que sería de gran valor su presencia en el Senado de Brasil para que ese pueblo conozca lo sucedido en Venezuela, lo cual se encuentra aprobado por la Comisión de Relaciones Exteriores, según requerimiento 67/2015, pero que espera concretarse a la brevedad. 

Mármol León, es una importante figura del Derecho, quien se encuentra en pleno movimiento asambleístico para propulsar una Asamblea Nacional Constituyente, pues a su juicio es necesaria una restructuración completa del Estado para que puedan darse los cambios que la Patria necesita. 



Uma bandeira e um ideal contra a ditadura bolivariana – Missão Ushuaia Venezuela


O documentarista brasileiro Dado Galvão, conhecido por trabalhos cinematográficos em defesa da democracia realizados em diversos países da América Latina, como Missão Bolívia, Conexão Cuba Honduras, e Ninguém Fica de Fora, teve a iniciativa de promover uma espécie de “abaixo-assinado” simbólico em defesa dos pilares fundamentais da democracia na América Latina. Dado enviou ao escritor venezuelano Carlos Javier Arencibia, autor de “Nos Porões de Maduro” (livro em que relata abusos e torturas sofridas por estudantes contrários ao regime chavista nas prisões venezuelanas) uma bandeira do “Mercosul” como suporte pára manifestações políticas em prol da democratização e cidadania. Carlos Javier pretende vir ao Brasil para participar de uma audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, apresentar denúncias de violações dos direitos humanos em território venezuelano e entregar a bandeira para autoridades brasileiras. Mais detalhes em: www.MissaoUshuaia.org


Reitor da Universidade Católica Andrés Bello (UCAB) da Venezuela, deixa mensagem escrita na bandeira do MERCOSUL

O reitor da Universidade Católica Andrés Bello (UCAB) da Venezuela, Padre José Virtuoso, assinou (domingo, 31/7) e escreveu uma mensagem na bandeira do MERCOSUL, fazendo um apelo, “pela união dos povos em defesa da democracia e promoção do bem comum”.

A bandeira enviada pelo correio postal pelo documentarista brasileiro Dado Galvão, como parte das ações da Missão Ushuaia, Venezuela, está sendo levada aos quatro cantos do território venezuelano pelo escritor Carlos Javier. 

Javier pretende vir ao Brasil, para participar de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado, (data a ser definida), onde entregar a bandeira para autoridades brasileiras, a bandeira do MERCOSUL está se transformando em símbolo/grande abaixo-assinado em defesa da democracia e dos direitos humanos na Venezuela.



ABAIXO-ASSINADO EM FORMA DE BANDEIRA: CIDADANIA MERCOSUL.



A deputada do estado venezuelano do Amazonas, (Nirma Guarulla) assinou a bandeira do MERCOSUL, conduzida pelo jornalista e escritor Carlos Javier Arencibia na Venezuela, como parte das ações de Missão Ushuaia, Venezuela e como símbolo de protesto contra violações de Direitos Humanos, cometidas pelo governo de Nicolás Maduro. 

"Ya son 195 días desde que el Tribunal Supremo de Justicia (TSJ), al servicio del Gobierno, desconoció su investidura y dio un duro golpe a quienes la eligieron a ella y dos legisladores más, dejando a esta entidad federal sin representación en el parlamento.

Se espera que la próxima semana sean reincorporados a los curules que legalmente les corresponden. Sin embargo, ya el daño está hecho y debemos hacer el esfuerzo para que se conozca.

Son muchas las arbitrariedades cometidas a diario por el Estado venezolano, y eso es un ataque a nuestra memoria para convertir lo irregular en cotidiano. No podemos permitirlo. Hasta lo más mínimo debe registrarse. El futuro y la Historia que construimos harán que paguen proporcionalmente a su injusticia". (Carlos Javier)


O QUE VIMOS EM CARACAS: UMA BANDEIRA COMO ABAIXO-ASSINADO


O jornalista venezuelano Carlos Javier Arencibia transformou a bandeira 
do Mercosul em documento de protesto Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Uma reportagem especial no caderno DOC e um especial digital apresentam neste sábado o que ZH constatou em quatro dias que esteve em Caracas, capital da Venezuela. O repórter de Zero Hora Léo Gerchmann e o fotojornalista Félix Zucco viajaram acompanharam a crise política, econômica e social que se agrava a cada dia no país.

O cenário sobre a conturbada Venezuela inclui filas para conseguir produtos básicos, como água, farinha e papel higiênico, além de criminalidade e repressão policial. Léo é um repórter especializado em América latina, foi correspondente em Buenos Aires pelo jornal Folha de S.Paulo e atua como repórter internacional de ZH desde 2008. Em ZH, assina colunas onde publica notícias sobre a região.

— Desde 2010, é a quarta vez que vou à Venezuela. Acompanhei uma degradação violenta. Usei a palavra “caos” no início da reportagem, porque é a mais apropriada. O repórter mantém a visão distante para descrever os fatos, mas há momentos de muita tristeza. É impossível ser indiferente — conta Léo.

Em meio a toda essa aridez política, o escritor e jornalista venezuelano Carlos Javier Arencibia, 25 anos, tem percorrido Caracas com uma bandeira do Mercosul. Dirigindo um Renault Clio por todos os cantos, Arencibia, ex-líder estudantil, se diz um esquerdista que defende o choque capitalista no seu país para então dar vazão a políticas assistenciais, no antigo método de fazer o bolo crescer para depois dividi-lo. A bandeira lhe foi enviada em 30 de novembro do ano passado pelo documentarista brasileiro Dado Galvão - o mesmo que trouxe a dissidente moderada cubana Yoani Sánchez ao Brasil quando o governo de Raúl Castro dava os primeiros sinais de abertura. Nas palavras de Arencibia, a bandeira é "objeto de uma campanha pela cidadania e pela democratização venezuelana". Em resumo, é um gigantesco abaixo-assinado.

Autor do livro Testemunhos da repressão, Arencibia pretende levar a bandeira pelo território venezuelano. As pessoas poderão assinar e escrever nela mensagens com suas inquietações. O jornalista trabalha, na peregrinação, com a estudante Sairam Rivas, que ficou 155 dias presa em 2014 por "questões de consciência". 

No seu livro, Arencibia detalha a violência policial e militar exercida pelo governo de Maduro em 2014. Naquele ano, o chavismo prendeu 3.765 pessoas, conforme dados da ONG Foro Penal. O jornalista entrevistou 16 jovens detidos durante a onda de protestos contra Maduro. Todos relatam a violência de agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin). 

Betania Farrera, uma das estudantes que depuseram para Arencibia, diz: 

– Meteram-me presa para me provocar medo. No fim, o que conseguiram foi me fortalecer. Aspiro a um país sem delinquência, onde se possa transitar tranquilo a qualquer hora, por qualquer parte. Quero levar meus sobrinhos para o parque à noite, quero que não faltem medicamentos, que tenhamos hospitais públicos adequados e comida sem precisar fazer fila, um país sem divisões. (Léo Gerchmann - Zero Hora)

Exercício da cidadania MERCOSUL na Venezuela.


Deputados da Venezuela (Luis Florido e Juan Guiado) assinaram na bandeira do MERCOSUL, que está em território venezuelano sendo conduzida pelo escritor e jornalista Carlos Javier como parte das ações de Missão Ushuaia, Venezuela no exercício da cidadania MERCOSUL.

Uma parte de medicamentos para crianças com leucemia custam 915 salários mínimos na Venezuela. Como uma enfermidade consegue se converter em uma sentença de morte na Venezuela?


Abaixo, leia o relato enviado pelo escritor e jornalista venezuelano 
Carlos Javier. (do direita na foto)

"I.-

Hace un par de meses visité el Hospital Universitario de Caracas. Es un depósito de personas. Sin embargo, no escribí al respecto porque no tuve oportunidad de interactuar con la gente, de saber historias, de sensibilizarme tanto como para lograr sensibilizar a otros.

No puedo negar que pese a ser de corazón blando (un llorón a tiempo completo), hay tragedias que se han vuelto cotidianas en medio de la miseria nacional. Será un grave error si los problemas, transitorios como en toda crisis, nos hacen endurecernos más de la cuenta.

Es por eso que me empeñé en buscar una nueva historia, significativa, capaz de representar a la mayor cantidad de personas en similar situación, y lo hice en una clínica para simbolizar que la crisis no distingue ningún tipo de caracterización social. 

II.- 

Es así como di con María Valentina Ortuño (11), Michel Andrade (4), y Uziel Matos (2), quienes en vez de converger en la escuela o en un parque de juegos, lo hacen en la sala de oncología de una clínica caraqueña donde se tratan la leucemia linfoblastica aguda que padecen. 

Esta patología tiene una probabilidad de curación del 80% con un tratamiento adecuado de mínimo 3 meses con medicamentos de alto impacto, cuya calidad debe ser óptima. En un país “normal”, como define la doctora tratante, esto no sería un problema. Sin embargo, la Asparaginasa, ampollas de fabricación alemana para la quimioterapia, no se importan desde hace más de un año, lo que obliga a familiares depender de donaciones para traerlas desde Colombia. 

Cada ampolla cuesta 153 dólares y el tratamiento completo son 30 semanas con 3 imposiciones cada 7 días, es decir 90 ampolletas. Esto se traduce en un costo de 13mil 770 dólares que deben costear a precios del mercado negro. Se necesitan 915 salarios mínimos para salvar la vida de cada uno de estos niños (76 años de trabajo). 

Otras medicinas alternas, como el Onicit que es para detener las náuseas consecuentes la quimio, son entregadas por el Seguro Social. “Tenemos una cuota mensual que no es suficiente. Nos dan dos dosis mensuales y uno no sabe cuánto necesitará la niña”, explicó Yelis Pacheco, madre de Michel, quien se trasladó de La Victoria, estado Aragua, porque asegura que en el interior del país es aún más difícil librar esta batalla. 

III.- 

La hematóloga encargada de tratar a estos tres infantes, quien prefirió el anonimato por temor a represalias, asegura que la quimioterapia importada por el Estado venezolano “es de calidad cuestionable”, por lo que “posiblemente” sea causante de algunos fallecimientos. 

“Estos medicamentos traídos de la India, China y algunas países suramericanos no podemos calificarlos como malos, pero no son estudiados a los niveles óptimos farmacológicos y ese es un riesgo que no se debe correr”, dijo. 

La galeno resolvió ante este tipo de problemas dejar el país. Aunque no quiere dejar desvalidos a sus pacientes, tampoco es demasiado lo que puede hacer por ellos sin el equipo y los insumos necesarios. “¿Cómo trabajamos para salvar vidas y brindar una buena atención?”, cuestionó. 

IV.- 

Pese a estar en una clínica, ninguna de las familias tienen recursos para mantenerse allí por mucho tiempo. Una vez los seguros se consuman, deberán irse a nosocomios públicos, donde el ahorro en cama y nutrición se solapan en la calamidad de la mala infraestructura, el hacinamiento, entre otras dificultades. 

Es por ello que a través de las redes sociales reciben donativos, sobre todo de compatriotas fuera del país. Además, se valen de páginas como GoFundMe, donde se puede aportar en moneda estadounidense desde cualquier parte del mundo".

Carlos Javier (jornalista/escritor) e Maria Corina (ex-deputada) aos senadores Alvaro Dias e Aloysio Nunes.

Os e venezuelanos e cidadãos do MERCOSUL, Carlos Javier (jornalista/escritor) e Maria Corina Machado (ex-deputada) enviaram apelos aos senadores brasileiros Alvaro Dias (PV) e Aloysio Nunes (presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado).

Vídeo e carta foram encaminhados aos respectivos senadores, através do documentarista Dado Galvão, como parte das ações da Missão Ushuaia, Venezuela. (Acesse Missão Ushuaia no Facebook)

Símbolo da repressão venezuelana assina superbandeira de protesto. Escritor Carlos Javier Arencibia percorre Venezuela levando a bandeira.


 Betania Farrera, sendo levada pela Policia Bolivariana em 2014, durante protestos de Rua.

“A repressão interna se agudiza. Às 4h da manhã põem pronunciamentos do defunto presidente Hugo Chávez a um volume altíssimo, tanto que chega a ser denunciado por vizinhos do presídio. As revistas pessoais se tornam constantes: três vezes ao dia. Desnudar-se e abrir as pernas é parte do cotidiano. Betania pede permissão para ir ao banheiro, mas não deixam e ela urina. Como castigo, recebe pancadas em todo o corpo com um porrete forrado de borracha para evitar hematomas. (Nos Porões de Maduro, Janaína Figueiredo - O Globo, reportagem sobre o livro de Carlos Javier, Testemunhos da Repressão)

Betania durante protestos em 2014

Sabe aquela bandeira do Mercosul que foi enviada pelo documentarista brasileiro Dado Galvão para percorrer a Venezuela e colher um grande abaixo assinado contra o presidente Nicolás Maduro? Betania Farrera, vítima da repressão e presa durante 35 dias em 2014, a assinou. O escritor e jornalista caraquenho Carlos Javier Arencibia leva a bandeira para todos os cantos da Venezuela. As pessoas a assinarão e depois ela voltará ao Brasil como um emblema da luta contra o chavismo com seu autoritarismo, sua inflação estimada em 700% e o desabastecimento do país.



8 de junho de 2016, Betania escreve menagem na bandeira do Mercosul, 
conduzida na Venezuela pelo escritor Carlos Javier.


Enquanto isso, as últimas informações da crise na Venezuela são estas: as autoridades eleitorais venezuelanas devem definir o processo de validação de assinaturas que ativarão o referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro, primeiro passo da oposição em uma difícil e acelerada corrida para fazer com que a consulta aconteça ainda em 2016. A oposição informou que o poder eleitoral definirá o dispositivo e a data para ratificar as assinaturas, depois de ter anunciado na terça-feira que 1,3 milhão são "válidas", do total de 1,8 milhão apresentado em 2 de maio para abrir o processo, embora apenas 200 mil (1% do colégio eleitoral) fossem necessárias. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) pode estabelecer o prazo de confirmação das assinaturas - que deve acontecer em cinco dias com máquinas que comparam as impressões digitais - para 16 a 20 de junho, segundo uma versão extraoficial com a qual trabalha a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD). "Esta não é uma corrida de 100 metros rasos. Se o CNE não publicar o período de validação nesta quarta-feira, voltaremos a nos mobilizar", afirmou o ex-candidato à presidência Henrique Capriles, que na terça-feira liderou uma passeata, dispersada com gás lacrimogêneo pela polícia. A MUD acusa o CNE de ser aliado do governo e retardar o processo para evitar que o referendo ocorra antes de 2017 - quando o mandato presidencial completará quatro anos -, pois se a votação for organizada este ano e Maduro for derrotado, novas eleições serão convocadas. Com uma votação no próximo ano, em caso de derrota ele seria substituído pelo vice-presidente, que é indicado pelo presidente a qualquer momento. O secretário executivo da MUD, Jesús Torrelba, afirmou que "é perfeitamente possível, do ponto de vista técnico", que o referendo revogatório aconteça "no mais tardar em outubro". Em seu programa televisão na terça-feira à noite, Maduro afirmou que "mais de 30% do pacote (de assinaturas) que entregaram é ilegal e defeituoso", razão pela qual o pedido de referendo revogatório "está invalidado". Mas se a oposição alcançar o objetivo de retirá-lo do poder, Maduro advertiu: "Mais cedo que tarde, viremos por vocês e a revolução vai acontecer, de outra forma, mas vai acontecer". Várias pesquisas revelam que seis ou sete em cada 10 venezuelanos apoiam um referendo e uma mudança de governo. A tensão social cresceu nos últimos meses com o agravamento da escassez de alimentos e remédios, e com o aumento do custo de vida, já que a Venezuela registra a inflação mais alta do mundo, de 180% em 2015. Um dos representantes da MUD ante o CNE, Vicente Bello, disse que o poder eleitoral poderia publicar em seu site um formulário para que os "arrependidos" possam expressar seu desejo de serem excluídos do processo, uma fase não abrangida pelo regulamento e que - mesmo sem a confirmação do CNE - a oposição considera como uma forma de intimidação. Depois de passar o processo de ratificação das primeiras assinaturas, a oposição deverá coletar mais 4 milhões (20% do registro eleitoral) para finalmente convocar o referendo.

Carlos Javier Arencibia enviou três vídeos que foram editados, todos eles procurando mostrar a situação difícil por quem passam as pessoas no país


Foto: Javier com a bandeira/Mercosul enviado por Dado Galvão

O escritor e jornalista caraquenho Carlos Javier Arencibia está, neste momento, percorrendo a Venezuela com uma bandeira do Mercosul na qual recolhe assinaturas em protesto contra o governo de Nicolás Maduro e a situação do país. Nestes vídeos enviados por ele com exclusividade para Zero Hora, ele faz breves e contundentes relatos sobre a dificílima vida num país em crise profunda. A Venezuela vive precariedade institucional, violência urbana equiparável à de um país em guerra, desabastecimento de 80% dos produtos básicos (em especial alimentos e medicamentos) e inflação anual estimada em 700%. Veja o depoimento e o apelo de Arencibia.

"Uma odisseia contra a ditadura bolivariana"


Cineasta brasileiro promove manifesto com bandeira do Mercosul na Venezuela na semana em que país pode ser desligado da OEA.

Por Claudia Freitas | ESPECIAL PARA VIU ONLINE. Rio de Janeiro


Na semana decisiva para os rumos da Venezuela na OEA (Organização dos Estados Americanos), com a expectativa do pedido da Carta Democrática Interamericana contra o país, pelo secretário-geral da organização Luis Almagro, o jurista brasileiro de Direitos Humanos, Fernando Tibúrcio, elogia a iniciativa, no mínimo ousada, do documentarista baiano Dado Galvão, que desde a semana passada está promovendo uma espécie de “abaixo-assinado gigante” em terras venezuelanas, usando a bandeira do Mercosul como suporte e em prol da democratização e cidadania.

O documentarista apelidou o movimento de “Missão Ushuaia”. Galvão enviou há seis meses uma bandeira do Mercosul ao jornalista caraquenho Carlos Javier Arencibia, autor do livro Testemunhos da Repressão, que relata histórias reais de presos políticos no país. Na semana passada, Javier deu início a peregrinação, percorrendo com a bandeira diversos lugarejos, para que a população possa registrar suas mensagens no tecido. Até o momento, centenas de assinaturas já foram colhidas, e o tom é de esperança em dias melhores e mais justos.

Adriana Pichardo, Jonathan Patti, Ana Karina Garcia, y Gaby Arellano: Bandeira do Mercosul leva esperança de democratização para os venezuelanos

O próximo rumo do símbolo maior do Mercosul será o Brasil. Em breve, a bandeira será trazida pelo jornalista até Brasília e entregue a autoridades nacionais. Ele deve vir acompanhado da estudante Sairam Rivas, que ficou 155 dias presa em 2014, por participação em movimentos sociais. “A iniciativa do Dado vem em um momento muito bom [se referindo ao encontro desta semana da OEA]. Neste sentido, a ideia da bandeira do Mercosul é perfeita, até porque ele [Dado Galvão] vem enfatizando a importância da aplicação da cláusula democrática do bloco [Mercosul], que é a mesma coisa que se pretende fazer com a aplicação da Carta Democrática Interamericana no âmbito da OEA. Os países que quebram a sua institucionalidade podem estar sujeitos as penalidades destes organismos multilaterais”, explica Tibúrcio. Se aprovada por dois terços dos 34 países-membros do bloco, a Carta deve desligar a Venezuela da OEA.

ECONOMIA E CORRUPÇÃO NO ESTILO BRASILEIRO


Fernando Tibúrcio, que vem dando suporte jurídico à ex-deputada María Corina Machado, inabilitada pelo regime de Nicolás Maduro, e à família do líder opositor Leopoldo López, preso desde fevereiro de 2014, compara a situação da Venezuela ao cenário de crise política e econômica no Brasil.

“É bem parecida [com a crise brasileira]”, frisa o jurista. “Houve [na Venezuela] o aparelhamento da máquina administrativa, que chegou ao ponto de travar completamente. Por exemplo, na PDVZA [estatal do ramo petrolífero] foram contratadas milhares de pessoas ligadas ao governo e a militância, a empresa entrou em uma crise de gestão e, ao mesmo tempo, o país perdendo o período áureo do barril de petróleo com preços altos. Chegou a este estágio por causa da má gestão”, diz o advogado.

O especialista comenta que a Venezuela, atualmente, sofre com a falta de medicamentos, alimentos.

“Uma situação que ficou insustentável a ponto do governo diminuir para dois dias na semana a jornada do funcionalismo público, para reduzir custos. Quando chega a este ponto é um colapso do sistema”, avalia.


Dado Galvão: Cineasta brasileiro é o responsável pela 
Missão Ushuaia na Venezuela

De acordo com dados de organizações, a Venezuela mantém hoje cerca de 80 presos políticos, o que fomenta os movimentos sociais contra o governo e agrava a crise política e econômica, marcada pelo desabastecimento de mais de dois terços da cesta básica e projeção de inflação na média de 700%. O país carrega ainda a marca negativa de ser um dos maiores índices mundiais de homicídios.

Carlos Javier, em sua obra, relata os casos de violência militar ordenada pelo governo de Maduro, especialmente no ano de 2014. As denúncias de violações dos direitos humanos são constantes nos relatos dos jovens que participaram do livro, muitos afirmam terem sido torturados por agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin).

Neste aspecto, Tibúrcio aponta para a legitimidade das pessoas que estão responsáveis pela “Missão Ushuaia” na Venezuela, destacando os nomes de Sairam e Javier. “Eu acredito que a Venezuela [o governo venezuelano] deva minimizar esta iniciativa e a sua importância, porque é o modo que eles fazem e costumam agir com o objetivo de fingir que nada está acontecendo”, arrisca Tibúrcio.

E acrescenta: “A ideia de entregar a bandeira com as assinaturas às autoridades brasileiras, também deve acontecer num momento interessante, em que estará se discutindo a questão da quebra da institucionalidade [da Venezuela] na OEA”.

TROCA DE FARPAS COM O GOVERNO TEMER

Logo após o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), no dia 12 de maio, cinco países da América Latina, entre eles a Venezuela, se manifestaram criticando o processo de impeachment e chamaram de golpe a decisão da Câmara e do Senado. O novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, reagiu com um comunicado de que elevaria o tom para rebater os comentários dos países vizinhos. O presidente venezuelano Nicolás Maduro chegou a chamar de volta o seu embaixador em protesto ao impeachment da presidente petista.

Apesar das farpas trocadas entre os países, Tibúrcio acredita que não aconteça nenhum entrave governamental para receber a bandeira do Mercosul com o abaixo-assinado. “O governo brasileiro não deve estabelecer uma polêmica em torno da questão [entrega da bandeira do Mercosul]. Penso que, diplomaticamente, não vai usar este episódio [comentários de países bolivarianos contra impeachment de Dilma Rousseff] para acirrar tensões”, comenta o jurista, frisando que, se o Brasil não der a atenção merecida ao manifesto, de qualquer maneira não corre o risco de ofuscar um ato promovido por um documentarista que protagonizou na sua área de atuação casos emblemáticos dos Direitos Humanos, como do senador boliviano Roger Pinto Molina e da blogueira cubana Yoani Sánchez.

A andança da bandeira pela Venezuela está sendo registrada em conteúdo e imagens em um sítio eletrônico mantido por Dado Galvão (http://www.missaoushuaia.org). O cineasta adianta que o abaixo-assinado deve ser entregue, no Brasil, ao presidente da Comissão de Relações Exteriores no Senado, Aloysio Nunes. “Ele [senador] já sabe da existência e missão do movimento envolvendo a bandeira do Mercosul e estamos aguardando uma posição dele quanto o assunto, já que tivemos mudanças no país [afastamento da presidente Dilma]”, diz o documentarista.

USHUAIA LEVA ESPERANÇA AO PAÍS

A pedido Portal VIU!, a deputada eleita do Movimento Estudantil venezuelano, Gaby Arellano, comentou a “Missão Ushuaia” no seu país. A parlamentar faz um clamor aos países que compõe o Mercosul pelo fim da “tirania” na Venezuela contra presos políticos, desrespeito à Constituição e violação dos Direitos Humanos. Arellano considera “um alerta” a iniciativa do cineasta brasileiro e exemplar para outras nações.

O nome Ushuaia surgiu de uma cidade argentina, onde foi assinado no dia 24 de julho de 1998, por estados membros de MERCOSUL uma carta reafirmando o compromisso democrático do bloco e incluindo outros dois países, a Bolívia e o Chile.

Veja abaixo o depoimento da deputada venezuelana:

“Testemunhos da Repressão”


Hoje (30/05/16) o documentarista baiano Dado Galvão, recebeu via correio postal, exemplares do livro “Testemunhos da Repressão”, enviado pelo jovem escritor/jornalista, venezuelano Carlos Javier Arencibi, um livro será enviado com carta de Javier, para o presidente da CRE- Comissão de Relações Exteriores do Senado do Brasil, senador Aloysio Nunes.

Javier e a estudante venezuelana Sairam Rivas, participarão de audiência pública (data a ser definida) na CRE, solicitada pelo senador José Agripino, através do requerimento número (67/2015).

Conheça mais sobre Missão Ushuaia, Venezuela: www.MissaoUshuaia.org

Paraguai pede reunião de emergência do Mercosul para tratar de Venezuela


O governo do Paraguai pediu que seja convocada uma reunião de emergência dos chanceleres do Mercosul para analisar a situação da Venezuela à luz do protocolo de compromisso democrático do bloco, afirmou nesta quinta-feira (26) o ministro das Relações Exteriores do país, Eladio Loizaga. O pedido foi levado ao governo uruguaio, que neste momento ocupa a presidência protempore do bloco —e que deve ser substituído pela própria Venezuela a partir de julho deste ano, dificultando qualquer decisão sobre o país. Não há ainda uma resposta.

 "É uma decisão já levada ao governo uruguaio. Terá que ser levada agora aos demais ministros das relações exteriores para que se defina uma data", afirmou Loizaga a jornalistas. "Existe um processo estabelecido no Protocolo de Ushuaia e isso garante que o Mercosul tome uma posição. O Paraguai tem sido muito claro nas posições que têm assumido e este é um passo importante. O presidente (Horacio Cartes) nos deu instruções precisas para fazer essa convocatória", acrescentou.

LEIA:  Bandeira percorrerá Venezuela e servirá de abaixo 
assinado gigante contra situação do país

O chamado Protocolo de Ushuaia inclui uma cláusula que determina a suspensão de um país membro em caso de ruptura democrática. Apesar da deterioração da situação política na Venezuela, a possibilidade de suspensão do país não havia sido analisada, em grande parte em função do então alinhamento político da Argentina e do Brasil com o governo de Nicolás Maduro.

 As mudanças de governo nos dois países e o afastamento de Tabaré Vázquez, do Uruguai, pode abrir caminho para uma suspensão da Venezuela. Consultado pela Reuters, o Itamaraty informou não ter ainda posição sobre o pedido paraguaio.

A tensão política na Venezuela tem crescido nas últimas semanas, acelerada pela crise social e econômica. A oposição pediu a abertura do referendo revogatório, que pode suspender o mandato de Maduro e convocar novas eleições -previsto na constituição venezuelana quando o presidente alcança a metade do mandato– mas o governo venezuelano se recusa a convocar o referendo.


A Chancelaria paraguaia se pronunciou recentemente a favor de uma iniciativa regional para prevenir ações contra os direitos humanos na Venezuela, levando em consideração uma declaração especial adotada pelo Mercosul em sua última reunião, em dezembro passado.

 Os chanceleres de Chile, Argentina e Uruguai fizeram na semana passada um chamado ao diálogo entre o governo venezuelano e a oposição do país para que se encontrasse uma solução pacífica para a crise. 

(Por Daniela Desantis. Reportagem adicional por Lisandra Paraguassu, Brasília) 
FOLHA DE SÃO PAULO. 26/5/16

Bandeira do MERCOSUL na Assembleia Nacional da Venezuela.

Nas dependências da Assembleia Nacional da Venezuela, 
Lilian Tintori, escreve na bandeira do MERCOSUL.

Depois de seis longos meses, finalmente, o Correio Postal venezuelano, entregou ao jovem escritor e jornalista (Carlos Javier) a bandeira do MERCOSUL. Bandeira enviada em (30/11/2015), pelo documentarista brasileiro Dado Galvão, como parte das ações da MISSÃO USHUAIA ,VENEZUELA, para promover a cidadania MERCOSUL.

Javier, autor do livro “Testemunhosda Repressão”, levará a bandeira em diversos lugares do território venezuelanos, onde cidadãos da (Venezuela/MERCOSUL), poderão escrever na bandeira suas inquietações.

A bandeira regressará ao Brasil quando Carlos Javier e Sairam Rivas (estudante, presa por 155 dias em 2014), virem participar da audiência pública, (data a ser definida), na Comissão de Relações Exteriores do Senado, audiência proposta pelo requerimento (N°67/2015)do senador José Agripino. Os jovens venezuelanos pretendem entregar a bandeira com uma carta ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra.

Escreveu (25/6) Javier em seu Facebook: "el apoyo de nuestros diputados es fundamental para la empresa regional que desarrollamos en denuncia de las violaciones de Derechos Humanos en Venezuela.

Las historias de mi libro ‪#‎TestimoniosDeLaRepresion‬ y miles más que allí se ven representadas, llegarán a otras latitudes con este esfuerzo.

La bandera del Mercosur me fue enviada desde Brasil, y después de 6 meses de tardanza en su llegada, debo regresarla con mensajes de lideres políticos y victimas de la represión madurista.

La pelea hay que darla en todos los terrenos, hasta que la victoria nos sorprenda".

Nas fotos: deputados venezuelanos com a bandeira do MERCOSUL












www.MissaoUshuaia.org

Bandeira percorrerá Venezuela e servirá de abaixo assinado gigante contra situação do país

Jornalista e estudante, a pedido do documentarista brasileiro Dado Galvão, colherão mensagens e assinaturas por todo o território venezuelano. Depois, bandeira retorna ao Brasil.

Foto: Missão Uhuaia / Reprodução / Reprodução


Depois de seis meses, finalmente o correio postal venezuelano entregou ao escritor e jornalista caraquenho Carlos Javier Arencibia a bandeira do Mercosul. E essa bandeira, enviada a Javier em 30 de novembro do ano passado pelo documentarista brasileiro Dado Galvão, será objeto agora de uma campanha pela cidadania e pela democratização venezuelana. É aquilo que Dado Galvão chama de Missão Ushuaia. Será, na verdade, um abaixo assinado gigantesco.

Javier, autor do livro Testemunhos da Repressão, levará a bandeira a diversos lugares do território venezuelano, onde cidadãos poderão assinar e escrever nela mensagens com suas inquietações. Em data ainda a ser definida, o jornalista venezuelano e a estudante Sairam Rivas virão ao Brasil e entregarão a bandeira às autoridades brasileiras.Sairam Rivas ficou 155 dias presa em 2014 por questões de consciência.

Há hoje, na Venezuela, quase 80 presos políticos, e o país vive intensa crise institucional, política e socioeconômica, com desabastecimento de mais de dois terços da cesta básica, projeção de inflação de 700% e um dos maiores índices mundiais de homicídios.O livro de Javier traz detalhes da violência policial e militar exercida pelo governo do venezuelano Nicolás Maduro em 2014. Além de saber que naquele ano o chavismo prendeu 3.765 pessoas, de acordo com dados da ONG Foro Penal, em meio a gravíssimas denúncias de violações dos direitos humanos, o leitor é apresentado, também, ao rosto da tortura. 

Javier entrevistou 16 jovens detidos durante a onda de protestos contra Maduro. Todos afirmaram ter sido vítimas da violência descontrolada de agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin). A estudante Sairam é um dos personagens. 

Finalmente! Bandeira do MERCOSUL na Venezuela.

Escritor Carlos Javier, 20/05/2016

Depois de seis longos meses, finalmente, o Correio Postal venezuelano, entregou ao jovem escritor e jornalista (Carlos Javier) a bandeira do MERCOSUL. Bandeira enviada em (30/11/2015), pelo documentarista brasileiro Dado Galvão, como parte das ações da MISSÃO USHUAIA ,VENEZUELA, para promover a cidadania MERCOSUL.

Javier, autor do livro “Testemunhosda Repressão”, levará a bandeira em diversos lugares do território venezuelanos, onde cidadãos da (Venezuela/MERCOSUL), poderão escrever/assinar na própria bandeira suas inquietações.

A bandeira regressará ao Brasil quando Carlos Javier e Sairam Rivas (estudante, presa por 155 dias em 2014), virem participar da audiência pública, (data a ser definida), na Comissão de Relações Exteriores do Senado, audiência proposta pelo requerimento (N°67/2015)do senador José Agripino. Os jovens venezuelanos pretendem entregar a bandeira com uma carta ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra.

EXERCÍCIO DA CIDADANIA MERCOSUL

Por erro do Correio local (Jequié-Bahia) na forma de envio, a bandeira do MERCOSUL, enviada dia (30/11/2015), aos cuidados do jornalista e escritor venezuelano Carlos Javier Arencibia​, foi devolvida pelos Correios e reenviada novamente (sem custos adicionais) pela modalidade de envio correta, segundo o Correio local. 


Para acompanhar o deslocamento da bandeira acesse o link 
dos Correios, clicando aqui (e digite o código abaixo). 

O novo código de rastreamento é: RR000810207BR



Nota do senador Aloysio Nunes (presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado do Brasil) sobre as eleições na Venezuela

Crédito: Divulgação

A vitória acachapante da oposição nas eleições legislativas desta madrugada demonstra o forte repúdio do povo venezuelano ao autoritarismo bolivariano, hoje, em toda parte, sinônimo de inflação galopante, corrupção endêmica e falta de segurança. Esse resultado, assim como a vitória de Maurício Macri na Argentina, traz novo alento para a democracia na América do Sul.

O presidente Nicolás Maduro reconheceu a derrota, mas é preciso permanecer atento. O governo brasileiro, que externou ainda que tardiamente preocupação em relação à escalada autoritária na Venezuela, não pode agora simplesmente recolher-se.

A oposição enfrentou uma campanha desigual e terá que atuar em um ambiente institucional que ainda traz a marca do autoritarismo bolivariano, como assinalou o Secretário-Geral da OEA, Luís Almagro, em sua carta aberta ao Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela.

O governo brasileiro não pode permanecer indiferente diante do fato de que o Maduro mantém presos líderes opositores, como Leopoldo López, Antonio Ledezma e Daniel Ceballos, nem ignorar que políticos com expressiva votação, como a deputada María Corina Machado, tiveram seus mandatos arbitrariamente cassados e não puderam participar do último pleito.

A reparação dessas injustiças é incomparável aos compromissos democráticos assumidos pelo Brasil e pela Venezuela na OEA e merecem o repúdio do Mercosul, na sua próxima cúpula, em Assunção.

A nova equação política parlamentar na Venezuela deve contribuir para trazer o país à racionalidade econômica e à normalidade democrática. O Brasil, pelo seu peso na região, pode e tem de ajudar nesse processo, mesmo no momento em que também atravessa dificuldades econômicas e políticas.

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado
Brasília, 7 de dezembro de 2015

CIDADANIA PELA DEMOCRACIA NO MERCOSUL


Rastreamento da bandeira do MERCOSUL, enviada pelo Correios ao escritor e jornalista venezuelano (Carlos Javier Arencibia). Acesse aqui o link dos site dos Correios e digite o código de rasteamento. EE053644550BR

"É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca". (Dom Hélder Câmara)


COMUNICADO

Por erro do Correio local (Jequié-Bahia) na forma de envio, a bandeira do MERCOSUL, enviada dia (30/11/2015), aos cuidados do jornalista e escritor venezuelano Carlos Javier Arencibia​, foi devolvida pelos Correios e reenviada novamente (sem custos adicionais) pela modalidade de envio correta, segundo o Correio local. 

Para acompanhar o deslocamento da bandeira acesse o link 
dos Correios, clicando aqui (e digite o código abaixo). 

O novo código de rastreamento é: RR000810207BR